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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Capitulo 2: Hi...i am N!

A floresta que cercava a rota 1 que levava os treinadores a Accumula Town possuía três viajantes nela, Bianca, White e Cheren, porém não é sobre esses treinadores que vamos falar necessariamente nesse capitulo.
(Clique aqui para ir para a música: Ost)

Saindo de Accumula e ingressando rumo a rota 1 estava um garoto de cabelos verdes, usando uma camisa longa branca, relógio e uma espécie de pulseiras douradas decoravam seus braços, calças de um leve tom marrom e sapatos verdes, ergueu seu boné branco e preto enquanto ajustava em sua cabeça.



O garoto lentamente ergueu a cabeça observando a floresta a sua frente, exibiu um leve sorriso.



“Ghetsis diz que mesmo que eu não goste batalhas, liderar um movimento como o que temos e não ter um pokémon para me defender não vale a pena, por isso vou começar como os treinadores normais e pegar meu primeiro pokémon” O garoto comentou consigo mesmo.

Uma rajada de vento soprou tocando seu cabelo verde que balançou conforme o vento ditava, ele levou as mãos ao peito sentindo a aura do lugar.


“Os pokemons dessa floresta tem muita personalidade, porém sinto que temos vários pokemons com pensamentos que aos poucos estão sendo mudados” O mesmo voltou a dizer para si mesmo enquanto avançava em meio a floresta.
Caminhava lentamente pela floresta enquanto ao seu lado uma jovem correndo apressada com uma Snivy ombro passou por ele, lentamente ela se virou para observa-lo.

“Bom dia senhorita!” O garoto cumprimentou.

“B-Bom dia” White disse um pouco desajeitada.

“E quando a você garota, como você está?” O garoto disse disse focando nos olhos de Snivy.

“Estou bem, muito obrigada por perguntar” Snivy disse, porém ao garoto que escutou atentamente, 
enquanto aos ouvidos de White a Pokémon havia apenas dito sílabas do seu nome.

“Você tem uma personalidade bem extravagante” O garoto voltou a dizer para Pokémon que assentiu enquanto White observava assustada e surpresa.


“Isso é algum tipo de palhaçada? Porque se for eu posso estar melhor agora, mas não estou com humor pra piadinhas” White disse encarando o garoto.

“Perdão, eu me chamo N, e tenho o dom de escutar a voz dos pokemons” N disse se apresentando.

“A voz dos pokemons?” White perguntou assustada quase sem acreditar.

“Sim, não é algo que eu queira explicar, pois nem eu entendo como acontece” N disse.

“Bom, foi um prazer encontra-lo, mas eu preciso urgentemente ir ao centro Pokémon, então com licença” White disse e Snivy a seguiu rapidamente desaparecendo.
                                     

“Essa garota e essa Snivy pareciam felizes juntas, isso não parece ter muito haver com o mundo que Ghetsis havia me contado, ele havia dito que as pessoas maltratavam os pokemons e que eles viviam tristes e sem ser quem eram, mas essa Snivy me parece muito feliz” N disse a si mesmo confuso com o que acabara de presenciar.

N continuou em sua jornada pela floresta a medida que lentamente se aproximava da cidade de Nuvema para pegar seu primeiro Pokémon, era uma sensação estranha, no castelo nunca se sentira desse jeito, mas estava ansioso.

O garoto de cabelos verdes passou por uma árvore e sentiu a aura de um Pokémon que não parecia muito feliz, mas ele confrontaria aquele ser depois, no momento falaria com a Professora Juniper e pegaria seu inicial conforme Ghetsis o instruiu para fazer.

O garoto ficou diante da porta do laboratório da Professora Juniper enquanto batia lentamente na porta e escutou os passos de alguém abrindo a porta.

“Ai Jesus! Que susto!” Judith gritou ao ver N.


“Qual o problema Judith?” Juniper perguntou.

N observou curioso, ele não costumava interagir com muitas pessoas então tudo era novo para ele nesse quesito.

“Entre por favor a Judith não morde” Juniper disse.

“Ei mais respeito, por favor, obrigada!” Judith disse.

N sorriu com a dupla, ficou surpreso consigo mesmo, mas as duas mulheres realmente conseguiram diverti-lo, depois disso o garoto entrou no laboratório da mulher que se voltou contra ele.

“Veio aqui pra pegar seu Pokémon certo?” Juniper perguntou.

“Sim, desejo meu primeiro pokemon, se puder me entregar será uma honra” N disse.

“Nossa, você realmente é formal, mas não precisa ser assim o tempo todo” Juniper disse enquanto passava por uma cortina aparentemente para pegar alguma coisa.

“Não? Desculpe é que eu fui criado com esse tipo de formalidade” N disse.

“Bem de qualquer forma vejo que você é uma boa pessoa, então eu me chamo Juniper e sou responsável por entregar os três primeiros pokemons aos seus treinadores, certo vou apresenta-lo a suas três opções!” Juniper disse com um giro enquanto N reparava que a mulher estava realmente animada.

“Muito obrigado” N disse imediatamente.

Três pokemons foram arremessados de suas pokebolas, uma cobra de grama, uma lontra e um pequeno porco que sorriu ao ver N e abanou o rabo, diferente do que Ghetsis lhe dissera eles não pareciam tristes por serem escolhidos e sim estavam ansiosos.



“Olá meus amigos, meu nome é N, eu preciso levar um de vocês como parceiro, mas não posso levar todos, então eu peço que não se sintam tristes” N disse sorrindo para os três.


“Meu amor, você é muito maravilhoso, creio que ficaria mais maravilhoso comigo” Oshawott disse, 
porém só pode ser escutado de verdade por N.

“Ta” Snivy disse.

“Me escolhe! me escolhe! me escolhe! me escolhe!” Tepig disse.

“Bem, acho que depois de tudo eu escolho o Tepig!” N disse sorrindo e pegando o pokemon no colo 
que comemorou vitorioso.

“Traidor!” Oshawott gritou ofendido.

“Legal” Snivy disse indiferente.
   
  
“Ótima escolha, agora temos dois novos aparelhos que você deve saber usar, o primeiro são as famosas pokebolas, elas deixam seus pokemons confortáveis, eu te entrego somente 6 fora a pokebola de Tepig se quiser depois pode comprar mais, e por fim sua pokedex que te da informações sobre os pokemons afora” Juniper disse.

“Obrigado por tudo professora, mas as pokebolas não deixam os pokemons tristes?” N perguntou preocupado.

“Não necessariamente, mas a pokemons que não gostam de ficar em suas pokebolas, porém outros gostam, existe uma grande variedade de pokebolas que melhora a experiência do Pokémon” Juniper disse.

“Hm, muito bem, obrigado pelo Tepig e pelas pokebolas, até outro dia se possível” N disse e logo se colocou para fora do laboratório.

“Bonito, mais tinha que ser doido” Judith disse.

“JUDITH!” Juniper reprimiu.



“Diferente do que Ghetsis disse Juniper não é uma tirana e é uma pessoa muito amável, as pokebolas não são prisões, creio que não mentiria pra mim, devo permanecer fiel ao ideal de nossa equipe!” N disse enquanto caminhava rumo a rota 1 novamente.

Ao passar pelo mesmo local não pode deixar de notar um garoto encostado em uma arvore com um Oshawott ao seu lado, o coração de Oshawott estava partido ao ver o treinador daquele jeito.

(Peço que troque a música se ela ainda não tiver acabado: OST)

Black refletia sobre Cheren, era algo bobo, mas porque ele simplesmente não conseguia simplesmente seguir em frente, Oshawott ao seu lado soltou um pequeno ganido, ele se sentia em um fundo azul, mas a lontra o fazia perceber que ainda era a realidade.


Mal sabia que N o observava e quando Oshawott tentou fazer carinho no rosto do garoto o mesmo soltou sua raiva.

“Porque você não me deixa em paz!” Black gritou com Oshawott que se retraiu.

“Osha-wott” Oshawott disse e foi o suficiente para N explodir.
                            


“PORQUE ESTÁ TRATANDO ELE DESSA FORMA!” N gritou se voltando contra a árvore.

Black rapidamente se voltou contra N observando o garoto de cabelos verdes que estava gritando com 
ele na sua frente, porém ele não respondeu.

Porque está tratando ele dessa forma?” N voltou a perguntar.

“Olha isso não tem nada haver com você! Eu estou me sentindo mal!” Black gritou

“E só porque está se sentindo mal tem que descontar no Oshawott? Ele não te fez nada! Não tem porque ficar tratando ele mal, porque ele com certeza não foi o motivo!” N gritou novamente.


Oshawott está feliz, mas eu quero saber como EU estou em primeiro lugar, quando eu fico sozinho consigo pensar melhor a tristeza passa e ai eu vou conseguir raciocinar e pedir desculpas a ele, mas por enquanto EU sou a prioridade, pois também preciso pensar em mim!” Black disse se voltando contra N enquanto se levantava.

N se sentiu confuso com aquilo, ele não conhecia muito bem opiniões alheias a sua e essa fora a primeira vez que ele debatia com alguém que tinha a opinião forte em relação a sua.

Oshawott saltou na frente de N abrindo os braços para Black que finalmente enxergou a lontra.

“Osha-Osha-Osha-wott-osha-oshawott!” Oshawott gritou enquanto lágrimas caiam de seus olhos.

“Eu queria que fosse diferente pra você, assim você não precisaria sofrer e finalmente sorriria, e eu poderia te ver realmente feliz desde que começamos nossa jornada! Foi isso que o Oshawott disse” N disse imediatamente comovido com as palavras da lontra.

“Oshawott, e-eu não sabia que se sentia assim, desculpe por ter te feito esperar, por ter te tratado como um lixo...eu estava chateado, mas mesmo assim você não merecia isso” Black disse, ele não sabia porque, mas acreditava em cada palavra que N havia dito.

“Osha-Osha-Osha-wott, Oshawott-osha-osha, Oshawott!” Oshawott voltou a dizer.

“Sei que não sabe o que fazer em sua jornada, mas estou disposto a descobrir junto com você Black” N disse traduzindo as falas de Oshawott.

“Eu também estou disposto Oshawott, pode me abraçar?” Black perguntou se ajoelhando.

“Osha-wott!” Oshawott disse sorrindo.

“Acho que isso eu não preciso traduzir” N disse sorrindo.



Black abriu os braços enquanto a lontra rapidamente mergulhou neles e ambos treinador e pokemon abraçaram finalmente demonstrando a amizade que havia entre eles.

N parou pra pensar mais confuso com aquele caso, aquele garoto havia feito as pazes com seu pokemon, havia o tratado mal, mesmo assim o pokemon não parecia estar triste, o que significava aquilo afinal?

“Ai quase me esqueci, desculpe por te tratar mal...é eu sou o Black muito prazer e obrigado pela ajuda, não sei como você entende o que meu Oshawott fala, porém creio que seja verdadeiro o que disse” Black disse sorrindo.

N rapidamente corou e ficou um pouco nervoso, porém recobrou a consciência e sorrindo estendeu a mão para Black.

“Obrigado por acreditar em mim, muito prazer eu sou o N” Disse.

Black apertou a mão do seu novo amigo, que por acaso era muito bonito e raiva não o deixara reparar nisso, mas então ambos logo soltaram as mãos com Oshawott na cabeça do treinador de Nuvema.
“Oshawott mencionou que você não sabia exatamente o que fazer da sua jornada certo?” N perguntou sorrindo.

“Sim...eu comecei minha jornada mais por conta de um garoto, mas não conseguimos ficar juntos e acabei ficando triste, porém agora eu não sei mais o que fazer...” Black disse hesitante.

“Nossa, eu creio que poderia enfrentar os lideres de ginásio e tentar ir pra Liga Pokémon que geralmente é o que todo treinador faz” N disse não sabendo porque queria ajudar aquele garoto.

“Mas eu precisaria saber batalhar...” Black disse hesitante.

“Você não sabe batalhar?” N perguntou sorrindo.


“Claro que sei! Quer dizer não totalmente!” Black disse irritado.

(Peço que troque a música de novo: Ost)

“Eu posso te ensinar” N disse e colocou as mãos nos bolsos um pouco envergonhado e não sabia porque estava desse jeito em relação a um garoto.

“Ai seria ótimo, mas vou logo avisando que se ficar me zoando eu paro!” Black disse.

“Certo Black, vamos batalhar!” N disse e ambos se separaram ficando em uma boa distancia, batalhariam num terreno com algumas gramas em volta.

Ambos se encaravam, N por mais que não gostasse de batalhas fora ensinado por Ghetsis a batalhar caso fosse preciso e dessa vez ele estava com muita vontade de ensinar Black por alguma razão.


“Primeira lição lançar a pokebola! Tepig é com você!” N disse enquanto lançava sua pokebola no ar.

“Isso qualquer um sabe! Oshawott!” Black disse enquanto erguia a pokebola de Oshawott que havia sido retornado para poder batalhar.


Ambos os pokemons surgiram no campo enquanto Tepig possuía uma expressão determinada 
Oshawott possuía uma divertida, Black estava ansioso para começar e ao mesmo tempo nervoso enquanto N se divertia com a experiência.

“Certo, primeiro passo é conhecer os ataques de seu Pokémon, fazemos isso verificando a pokedex” N disse conferindo os ataques de Tepig.

“Eu já sabia desse passo graças a Cheren, mas mesmo assim preciso me lembrar dos ataques de Oshawott” Black disse conferindo novamente os ataques de sua lontra.

“O objetivo da batalha Pokémon é derrotar o Pokémon adversário emplacando ataques, esses ataques podem ser super efetivos ou não, você vai aprender muita coisa mais esse é o básico, porém não se usa somente ataques, você pode mandar seu Pokémon esquivar e coisas do tipo entendeu?” N perguntou.

“Certo, quem começa?” Black perguntou.

“Fique a vontade” N disse abrindo os braços.


“Ok Oshawott vamos começar com Investida!” Black gritou enquanto erguia a pokebola de Oshawott.


“Tepig Investida também!” N disse erguendo a mão.

Oshawott disparou em direção a Tepig com velocidade enquanto o pequeno porco também correu na direção da lontra, ambos colidiram e foram atirados ao chão rapidamente se levantando.


“Certo Tepig use Brasa!” N gritou erguendo a mão.


Tepig rapidamente saltou com sua cauda brilhando em tom vermelho ergueu seu focinho e soltou um tiro de chamas que explodiu em Oshawott atirando o pequeno Pokémon contra o chão.

“Droga! Oshawott vamos levante-se! Ataque com Jato de Água!” Black gritou erguendo a mão.

“Desvie Tepig e ataque com Investida agora!” N gritou erguendo a mão.


Oshawott se levantou e rapidamente abriu a boca soltando um feixe de água que disparou contra Tepig, rapidamente o porquinho começou a correr desviando do ataque que causou uma nuvem de poeira no chão, com um estalar de dedos de N se jogou contra Oshawott acertando a lontra e atirando-a no chão.

“Muito bem Tepig Brasa mais uma vez!” N gritou erguendo a mão pro alto.

“Droga! Batalhas pokemons são difíceis, mas não podemos recuar agora...espera água ganha de fogo então Oshawott Jato de água contra as brasas!” Black gritou rapidamente.




Tepig saltou girando enquanto sua cauda brilhou em vermelho novamente e disparou de seu focinho um pequeno feixe de chamas que foi em direção a Oshawott que se levantou abrindo a boca e soltando um feixe de água que apagou as chamas e explodiu em Tepig atirando o porco no chão bastante danificado.

“Dicas use sua pokedex pra retirar informações de seu Pokémon durante a batalha, certo agora eu não vou facilitar! Tepig Investida!” N gritou erguendo a mão determinado.

“Certo, Oshawott é um tipo água e sua concha é forte o suficiente pra neutralizar ataques, incrível! Use a concha pra neutralizar o ataque do Tepig!” Black gritou rapidamente enquanto N sorria orgulhoso.

Oshawott ergueu sua concha contra Tepig que colidiu contra a mesma causando um pequeno pulso de ar e N sorriu.



“Chute a concha” Gritou.


Tepig rapidamente ergueu sua cauda e a usou pra atirar a concha de Oshawott no ar que não esperava por esse movimento.

“Incrível! Mas não posso ficar observando, aproveite e use Investida!” Black gritou erguendo a mão a medida que foi entendendo o que estava acontecendo ali.

“Tepig rápido Brasas!” N gritou erguendo a mão.

Oshawott se recuperou e disparou contra Tepig que ergueu o focinho brilhando e disparou um feixe 
de chamas que explodiu em Oshawott que foi jogado contra o chão e sua concha caiu em sua cabeça.


“Muito bem vamos usar outro ataque! Lamina de Concha!” Black gritou.

“Use Brasas antes!” N gritou erguendo a mão.



Oshawott ergueu rapidamente sua concha que brilhou enquanto ele girava e ela virava uma lamina azul brilhante feita de água enquanto a lontra disparou contra Tepig que ergueu o focinho soltando um pequeno feixes de chamas, Oshawott cortou o feixe de chamas disparando rapidamente contra o porco.

“Tepig agora salte desviando!” N gritou estalando os dedos.

Antes que Oshawott pudesse soltar sua lamina contra Tepig o porco já havia ganhado os ares rapidamente enquanto Oshawott encarava perplexo e a lamina de sua concha sumiu.

“Vamos finalizar! Carga de Chamas!” N gritou erguendo a mão.

“Desvie Oshawott!” Black gritou preocupado.


Tepig no meio do ar se incendiou rapidamente e disparou como um cometa em direção a Oshawott que tentou correr mais o porco explodiu na lontra causando uma nuvem de fumaça, esta passou revelando Oshawott no chão inconsciente.

“Oshawott!” Black gritou correndo em direção ao Pokémon.

“Tepig você foi incrível!” N disse sorrindo se agachando enquanto acariciava o pequeno Pokémon.
Black 

“Oshawott!” Black gritou correndo em direção ao Pokémon.

“Tepig você foi incrível!” N disse sorrindo se agachando enquanto acariciava o pequeno Pokémon.

Black pegou Oshawott nos braços enquanto o mesmo recobrava a consciência, a pequena lontra ficara triste por sua derrota, porém o treinador o confortara rapidamente com um sorriso.

“Fomos bem melhores nessa batalha Oshawott, pra um treinador iniciante acho que estamos bem” Black disse e Oshawott assentiu.

“Fico feliz que estejam se dando bem agora, acima de tudo obrigado pela batalha” N disse e seu Tepig sorriu ao lado dele.

Oshawott sorriu olhando de um para o outro.

“Acho que eu vou andando até Accumula, você vem comigo?” Black perguntou.

“Não...eu tenho outras coisas a fazer, desculpe, porém creio que esse não será um adeus, espero te ver por ai, gostei muito de ficar com você...” N disse meio vago e marchou em direção a floresta desaparecendo.

As ultimas palavras ressoaram na mente de Black que abriu um sorriso e pôs se a andar para Accumula, agora sorrindo com seu Oshawott ambos rapidamente estavam chegando no destino!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Capitulo 1: Fuga da Prisão Negra! Parte 2!





Enquanto Black mantinha suas crises, numa casa próxima aquilo tudo, outra pessoa não estava nem um pouco contente com sua atual condição.
(clique aqui pra ir pra música: ost)
O sol nascia, enquanto o frio da noite lentamente ia embora, uma garota loira se movia na cidade de Nuvema rumo a casa de sua melhor amiga.

“Bianca bom dia!” Uma senhora que saia de casa para fazer compras saudou a garota loira.
                               
“Bom dia Dona Letícia como andam as coisas?” Bianca perguntou sorrindo.
                                    


“Ai muito boas, enfim se me der licença agora preciso ir!” A senhora disse e Bianca prosseguiu.

A garota logo chegou na frente da casa dando duas batidas na porta, passos se fizeram ouvir pela mesma enquanto ela logo foi aberta por um homem que ela conhecia bem, o pai de sua amiga o senhor Carlos um importante empresário da região de Unova, acabara de perder sua mulher a exatamente uma semana.
As olheiras de noites mal dormidas e o cansaço tanto físico quanto mental do mesmo eram claramente visíveis.

“Ainda no mesmo dilema?” Bianca perguntou forçando um sorriso.

“Na mesma coisa...” O homem respondeu.

Bianca entrou na casa enquanto o moço fechava a porta atrás da garota que suspirou pesadamente, ambas as garotas iriam iniciar suas jornadas a uma semana atrás, Bianca acabou indo dormir na casa de White para que levantassem e fossem escolher seu inicial, porém no meio da noite, a mãe de White passou mal e acabou vindo a falecer e White que já não tinha interesse na jornada pokémon e que fora influenciada pela mãe, pois era algo que a mãe julgava bom para a filha, acabou ficando arrasada com a perda.
Já fazia 7 dias que Bianca voltava a casa de White, enquanto esta se afogava em lágrimas e em sua cama.

“Desculpe Bianca...sei que estragou a jornada de vocês” Carlos disse sentando no sofá.

“Fique tranquilo, ninguém esperava que isso fosse acontecer” Bianca disse.

“Ela era a alegria dessa casa, mantinha a nossa família unida, porém agora ela se foi e eu não faço ideia de como falar ou simplesmente confortar minha filha, que tipo de pai eu sou?” Carlos se perguntava.

“Olha, se me permite, o senhor é e vai continuar sendo um ótimo pai, não era por conta de Clara que o senhor e White se davam bem, vocês são pai e filha, é óbvio que existe o laço, porém o que acontece é que você acabou ficando tão abalado quanto ela, pare pra pensar um pouco, sei que nunca vão esquece-la, mas vocês tem que seguir em frente!” Bianca disse enquanto Carlos fitava o chão.

“O-obrigado pelo conselho” Foi tudo que Carlos disse enquanto Bianca subia as escadas do quarto de White.

A garota lentamente abriu a porta encontrando White deitada em sua cama, com uma camisola e um pote de lenços, já havia evoluído muito, agora ela não derramava mais lágrimas, somente estava refletindo.

“White...eu...cheguei” Bianca disse forçando seu melhor sorriso.

White esboçou um pequeno sorriso, Bianca logo se sentou na cama da amiga colocando a mão sobre a perna da outra, a loira sorriu enquanto a outra fez o seu melhor esforço e se sentou na cama abraçando seu travesseiro.
Um silencio constrangedor entre as duas garotas que não sabiam o que falar, até que Bianca começou.

“E a nossa...hum...jornada?” Bianca perguntou.

Antes que White pudesse responder a porta do quarto se abriu com um estalo e o pai de White adentrou o cômodo relativamente inseguro sobre o que dizer, mas logo achou as palavras que queria e disse:

“White, você vai começar sua jornada hoje! Prepare-se!”.

“Que? Como assim, você quer que eu saia de casa na situação emocional em que eu me encontro?” 
White perguntou como se fosse tudo uma brincadeira.

“Exatamente” Carlos disse.

“Você está ficando louco? Eu perdi a minha mãe!” White disse alterando um pouco o tom de voz.

“E eu perdi minha esposa, minha companheira fiel pra vida toda, a pessoa por quem eu me apaixonei e com quem compartilhei os melhores momentos da minha vida, eu não quero que você se torne uma pessoa igual a mim, lamento pela morte da sua mãe, pois embora a dor seja grande mais cedo ou mais tarde eu vou superar, você não pode ficar estagnada” O pai da garota disse com um tom mais calmo e compreensivo.

“Mas...mas...” White disse enquanto seu cérebro processava as palavras ditas por seu pai.

“Você tem Bianca que é uma ótima amiga, e poderá ter vários outros amigos e crescer como pessoa, não quero que fique em casa, você tem 14 anos, e embora seja louco da minha parte mandar minha filha pro meio do mato com monstros, sei que isso será uma experiência única e uma descoberta que você precisa” Carlos disse.

White repassou todas as palavras de seu pai em sua mente, tudo aquilo que ele disse passou a fazer sentido, quando ela era pequena, sua mãe costumava lhe contar história sobre de quando ela era uma treinadora.
As duras batalhas que travava ao lado de seus pokemons, sua linda Volcarona e seu poderoso Stouland, porém Volcarona acabou morrendo e Stouland faleceu poucos minutos depois de sua dona ter morrido.

“Acho que você pode ter razão, ainda não me acostumei ou aceitei de fato essa ideia, mas tudo bem!” White disse sorrindo afinal.

“SERIO?” Bianca perguntou com estrelas nos olhos.

“Sim, acho que não posso continuar fazendo você esperar feito uma louca no final de tudo, vamos começar nossa jornada hoje!” White disse encorajada.

“Ai que tudo! Menina vai tomar um banho agora, ai uma jornada Pokémon finalmente!” Bianca disse.

 White se colocou debaixo do chuveiro enquanto a água corria por seu corpo, logo depois colocou a roupa que havia separado para iniciar sua viagem, se olhou no espelho e se sentiu pronta pra começar a sua possível jornada.
                                         

“Ai você está fabulosa!” Bianca disse sorrindo.

“Nossa não exagere!” White disse.

“Você está sim minha linda, agora vamos escolher seu primeiro Pokémon” Carlos disse.

“Você também vem?” White perguntou.

“Claro” Carlos respondeu.

Os três partiram rumo ao laboratório da Professora Juniper, aos poucos a tristeza abandonava White e Carlos que voltavam a sorrir com Bianca que estava adorando fazer parte daquilo tudo, embora ela tivesse sua própria família.

“Muito bem garotas! Vieram aqui escolher seu primeiro Pokémon, então lá vamos nós!” Juniper disse conduzindo White e Bianca onde ambas pegariam seu primeiro Pokémon.

“Professora Juniper o chá que a senhora mandou servir, aqui está senhor Carlinhos” Judith disse empinando a bunda enquanto colocava o chá em uma mesa de centro.

“Judith! Primeiro eu não pedi, segundo acho bom te avisar que a esposa do senhor Carlos veio a orbito faz uma semana!” Juniper disse.

“Ai me deixa sonhar por favor, vá cuidar da sua vida” Judith disse e voltou para o computador.

“Desculpem por isso, eu não consigo controla-la, voltando ao assunto aqui temos três opções pra vocês escolherem! Tepig o tipo fogo! Oshawott nosso adorável tipo água e Snivy nosso incrível tipo grama!” Juniper disse atirando as pokebolas enquanto os pokemons surgiam no chão.

“Ai meu deus eles são adoráveis, bem, eu pensei muito professora mais vou escolher o Tepig!” Bianca disse sorrindo para o porco de fogo.
O mesmo abanou o rabo enquanto expeliu brasas pelo focinho.

“Boa escolha, e você senhorita?” Juniper perguntou a White que ainda não se decidira.
White adorara cada um dos três, mas não sabia qual escolher, Oshawott parecia um parceiro muito promissor, porém algo na serpente de grama a chamava atenção, a garota se ajoelhou e estendeu a mão.

“Olá, meu nome é White, gostaria de ser minha parceira?” White perguntou.

“White não seja boba, o lance não é você perguntar ao Pokémon se ele quer ser seu parceiro e sim você escolher o seu parceiro!” Bianca disse sorrindo.
White ignorou Bianca enquanto Snivy lentamente se aproximou e colocou sua pata sobre a mão da garota que sorriu, e se surpreendeu quando Snivy deu um salto e a abraçou de imediato.

“Nossa parece que Snivy realmente gostou de você” Juniper disse sorrindo.

“Eu também gostei muito dela” White disse sorrindo.

Logo as garotas receberam suas pokedex, suas pokebolas e saíram do laboratório da professora Juniper.
Bianca se voltou para White que ainda falaria com seu pai antes de partir, ambas as garotas se encararam enquanto Bianca mantinha lágrimas nos olhos.

“Bom, agora teremos que nos separar certo?” Bianca perguntou.

“Mas...porque não fazemos uma jornada juntas?” White perguntou.

“Creio que separadas, vamos crescer como pessoas, o intuito da jornada é fazer amigos claro, mas no seu caso você precisa crescer, descobrir coisas novas e ter sua própria opinião, assim como eu...” Bianca disse estendendo a mão.

“Eu entendo, mas...Bianca eu tenho uma dúvida?” White perguntou.

“Qual?” Bianca perguntou.

“O que eu faço nessa jornada?” White perguntou.

“Olha, os treinadores costumam ter um objetivo e geralmente é a Liga Pokémon, mas eu almejo o 
Musical Pokémon, tem um ginásio para liga Pokémon em Straiton, assim como a temporada dos Musicais desde ano começará em Straiton, então pode decidir o que quer lá” Bianca disse sorrindo.

“Certo, boa sorte amiga!” White disse e Bianca assentiu adentrando a floresta.

White se virou para seu pai e o mesmo a encarava com os olhos marejados.
“White, eu fiquei muito emocionado com o modo que você olhou para o Snivy, fazia tempo que eu não te via interessada em algo de verdade, e você interagindo com ele foi demais, espero que se torne alguém incrível minha filha!” Carlos disse sorrindo.

“Obrigado pai, eu prometo que vou honrar o nome da minha mãe como treinadora Pokémon ou seja lá o que eu deseje ser, sinceramente obrigado por tudo, eu percebo agora que a morte da minha mãe, embora ainda esteja doendo, era mais uma desculpa que alimentava o meu medo pelo mundo, mas eu prometo que a partir  do momento que eu der o primeiro passo eu não vou voltar atrás!” White disse erguendo a mão confiante.

“Certo filha, boa sorte na sua jornada” Carlos disse e sorriu.

Pai e filha tomaram direções opostas, enquanto White se dirigia a floresta para iniciar sua jornada, Carlos voltava para a cidade.
A garota passara por uma árvore onde um garoto encolhido ainda se encontrava, com seu Oshawott o fitando, porém ela nem reparou estava mais preocupada consigo mesma e no que iria fazer.

“Nossa, o que será que eu faço? Eu não me vejo batalhando na liga Pokémon ou em um palco, são duas coisas que eu nunca consegui me imaginar” White disse enquanto seguia adiante na floresta.

“Droga essa viagem está muito chata! Muito bem Snivy eu escolho você!” White gritou atirando a pokebola da serpente no ar.

A mesma surgiu no chão sorrindo para a garota.

“Nossa você é tão fofa, escuta só amiga, vamos viajar juntas então você vai fora da pokebola, não quero me sentir solitária” White disse e Snivy concordou.

Logo um barulho de algo se mexendo foi detectado por ambas e um Pokémon rosado surgiu na frente de White que tomou um susto enquanto Snivy se colocou na frente de sua nova treinadora para defende-la do possível ataque.
                                             

(Clique aqui pra ir pra música: ost)

“Em nome de Neusinha o que diabos será isso?” White se perguntou se lembrando que a professora Juniper disse que poderia usar a pokedex para consultar informações sobre pokemons.

“Audino o Pokémon cura, seu sentido auditivo é surpreendente, tendo um radar que lhe permite compreender tudo a sua volta” A pokedex disse enquanto a garota apontava para o Pokémon que ela acabara de descobrir que era um Audino.

“O que eu faço...” White disse receosa.

“Sni-vy!” Snivy disse olhando nos olhos da garota.

“Certo Snivy, minha mãe morreu a uma semana, mas eu estou viva, já chorei as lágrimas que possuía para ela, é hora de continuar vivendo! A professora disse que eu posso capturar pokemons, pois bem Audino você chegou em boa hora!” White disse sorrindo para a mesma que retribuiu com um sorriso.

White apontou a pokedex para Snivy e descobriu os golpes da sua serpente de grama, a pokedex informava se os mesmos eram ofensivos ou não.

“Eu não sei muito sobre batalhas, mas vou fazer o meu melhor! Snivy comecemos com Lamina de Folha!” White gritou erguendo a mão.

Audino ergueu as mãos criando uma esfera roxa elétrica e girou disparando três iguais que voaram contra Snivy, a serpente disparou com sua cauda que duplicou de tamanho e brilhou em verde enquanto ela soltava contra as esferas causando uma explosão que a atirou no chão.

“Aparentemente essa Audino é bem experiente...bom vamos tentar de novo! Snivy levante-se e contra ataque com Tempestade de Folhas!” White gritou erguendo a mão.

Antes que Snivy pudesse se levantar Audino disparou contra a serpente erguendo uma de suas mãos e acertando uma bofetada na cara de Snivy que a jogou no chão e logo acertou outra que disparou a mesma contra o chão.

“Snivy levante-se!” White gritou em desespero.

Snivy tentava se levantar com dificuldades enquanto Audino disparava com a mão brilhando almejando dar outra bofetada na face da serpente, a mesma ergueu a mão que brilhou conjurando uma esfera verde, Snivy ergueu as mãos criando um portal que disparou as milhares de folhas que explodiram em Audino atirando a mesma contra o chão.

“Muito bem, vamos continuar enfraquecendo ela conforme a professora disse, vamos tentar a Lamina de folha!” White disse apontando para Audino.
Audino tentou se levantar, porém Snivy saltou girando e ergueu a cauda que brilhou num forte tom verde enquanto ela soltou a mesma na fada causando uma explosão que atirou Audino contra o chão.

“Certo! Agora eu preciso usar a pokebola! Vamos lá pokebola!” White gritou erguendo a mesma e disparando contra a Audino.

O objeto sugou o monstro para dentro e logo caiu no chão balançando até parar e brilhar sinalizando a captura.


                                                       

“Incrível Snivy! Nós conseguimos pegamos uma Audino!” White disse erguendo a pokebola enquanto comemorava.

Ambas se abraçaram, White sorriu contente consigo mesmo.

“Sabe eu acho que nem sou tão ruim quanto pensava, mas agora temos que levar a Audino pro centro pokemon , precisamos ir logo para Accumula e curar Audino!” White disse sorrindo.

Snivy concordou com a cabeça, White admirava sua captura, ela não fazia ideia de como tinha conseguido aquilo tão rápido, talvez fosse Audino que não era uma forte combatente por natureza, mas ela conseguira algo, com o seu próprio esforço.

"Creio que talvez eu tenha herdado algo da minha mãe afinal!" White disse sorrindo.

Snivy pulou no seu ombro e ambas caminharam em direção a Accumula agora almejando curar Audino.